Desde quando eu tinha uns 5 ou 6 anos, convivi com gatos em casa. Sempre tive o prazer de cuidar deles desde pequeninos, mas foi em 2013 que eu encontrei com a gata mais forte que já conheci.

Quando o Haroldo, meu gato siamês, faleceu após sofrer por uma doença do coração genética, conheci na Casa do Gato uma gata a quem deram o nome de Margarida, que foi abandonada na clínica por alguém que disse que foi atropelada e a largou lá minutos depois. Foi feito um exame de ultrassom e os veterinários descobriram que ela estava prenhe. Ela ficou acolhida e teve quatro filhotes sozinha, amamentou todos eles e chamou nossa atenção. Tínhamos um outro gato em casa, o Boris, que tinha acabado de perder seu melhor amigo.

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Margarida, pouco antes de se tornar Agnes

A Margarida era uma gata preta e adulta, que sofreu um acidente e ainda tinha algumas sequelas. Ela perdeu um dos caninos no acidente que sofreu e ainda não conseguia subir em bancadas ou mesas de altura média. Queríamos um filhote para fazer companhia para o Boris, mas tinha algo nessa gata que chamou nossa atenção. Sabendo das suas poucas chances de ser adotada, decidimos acolhê-la com uma das suas filhotinhas e a Casa do Gato a liberou assim que os filhotes estavam desmamados, cerca de 45 dias depois de nascimento.

Mudamos então seu nome para Agnes. A sua filhota Mel teve o privilégio de mamar até a Agnes a obrigar a parar, hahaha.

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Agnes e Mel. A barriga da Agnes estava raspada em função da ultrassom.

Eu nunca vou saber sobre a história dessa pequena gata preta, que estava tão magrinha e suja quando conhecemos. Nunca vou saber se ela realmente foi atropelada ou se foi maltratada. Eu só sei que eu me conectei tão fortemente a essa gata linda, que não faz diferença eu ter cuidado dela somente a partir de um ponto na vida dela. Nunca saberei a idade exata dela, se ela teve donos cuidadosos enquanto estava fragilizada ou se foi maltratada até aquele ponto. Nunca saberei se ela era uma gata de rua que vagava pelas ruas procurando comida quando foi atropelada.

No meu coração, não faz diferença. Tive o privilégio de acompanhar 9 gatos de perto desde quando eram bebês, mas o meu amor por ela é maior do que qualquer gato que já passou pela minha vida. Ela é a única gata que permito que durma comigo, e apesar de ter demorado um pouquinho para ela me aceitar (provavelmente por consequência do seu passado difícil), hoje acho que ela me adotou como sua humana favorita – morro de orgulho por isso!!

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Agnes hoje, meu maior amor felino.

Se estiver pensando em adotar um animal, dê uma chance a um animalzinho adulto. Eles são perfeitamente capazes de amar, só precisam de um pouquinho mais de dedicação. No fim, vale muito a pena.

E você? Já adotou um animal adulto? Conte-me sua experiência 🙂