As expectativas que trazemos relacionadas ao nosso gênero quando nascemos trazem uma carga bem grande. Toda expectativa funciona como “estruturadora” de personalidade, mas pode trazer sofrimento para as crianças: meninos não podem chorar, meninas devem aprender afazeres domésticos (brincando com fogões e panelinhas)…

Tratar as crianças de forma mais igualitária, para que possam aprender tudo e escolher o que gostam de fazer é muito importante. No post de hoje vou falar sobre a importância de não desencorajar meninas a liderar. É importante que a criança cresça e tenha escolhas.

Há uma campanha chamada #BanBossy, que visa banir termos como “mandona” e “teimosa” quando direcionado a meninas que decidem tomar as rédeas de alguma situação. No site da campanha, você pode ver Beyoncé, Jennifer Garner, Judy Lynch e Condoleezza Rice falando sobre como os termos que usamos pode influenciar nas escolhas das meninas.

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Há um desencorajamento das meninas de falaram mais alto, de serem organizadoras de situações, além de uma expectativa de que a mulher seja mais submissa, mais doce, dedique-se mais à família. Não é difícil ouvir que uma mulher em cargo importante é “agressiva”, “general” e “mandona”, como eu já ouvi muitas vezes falar da Presidente Dilma. Não se ouve o mesmo para homens, porque já é esperando que tenham esses comportamentos, que por consequência são mais aceitos por todos.

Uma pesquisa revelou que a presença de mulheres em cargos de liderança no Brasil é baixíssima: 4% são presidentes de empresas e 3% integram conselhos de admistração. Considerando que no mercado de trabalho a distribuição dos sexos é praticamente igual, é bastante questionável o fato de mulheres não serem mais presentes nas lideranças.

Claro que cada pessoa tem seu estilo de liderança, mas não estou falando aqui de casos isolados. O importante é que todos, tanto meninas quanto meninos, possam ter a oportunidade de crescer e tornarem-se líderes se assim for desejado.

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As palavras importam e podem ser  nossas aliadas ou nossas inimigas. Pense nisso, principalmente se você convive com crianças!

Relação entre escolaridade e liderança

Todos nós conhecemos a história de Malala Yousafzai (clique no nome dela para ler a biografia), que levou um tiro por defender o direito de meninas a estudos em uma cidade do Paquistão. Meninas e mulheres são frequentemente silenciadas ao tentar liderar ao redor do mundo. É importante expandir os horizontes e pensar fora da nossa convivência, fora do Brasil também.

Leia aqui um texto muito interessante de Catherine Russell sobre como as Meninas com escolaridade e mulheres com poder de decisão trazem esperança no continente.

Além da educação, direito básico previsto na Declaração Universal dos Direitos Humanos, há uma defasagem de mulheres presentes na política mundial. Apesar da população média contar com 50% de cada sexo, a maior participação de mulheres na política é nos países nórdicos (41,5%) e as menores no Oriente Médio, norte da África e Pacífico (não passando de 16%)*.

* dados retirados de ONU Mulheres (em inglês).

Se você for mãe, pai, educador(a), ou irmã(o) mais velha(o): instigue as crianças a mostrarem os seus melhores potenciais! E o mais importante: não as desencoraje. Incentive meninas a serem líderes! O nosso futuro agradece 😉

Vejam o vídeo oficial da campanha #BanBossy:

Beijos e bom resto de segunda-feira!