Recentemente uma marca de roupa plus suze com o nome de Lane Bryant desafiou a Victoria’s Secret, usando a hashtag #IMNOANGEL, para mostrar mulheres “reais” e completamente diferente das famosíssimas Angels da gigante VS. Achei semelhante às campanhas pela real beleza da Dove.

im no angel

Eu vou admitir que eu paro e assisto os desfiles fantásticos da Victoria’s Secret, as modelos maravilhosas, os shows musicais, as lingeries lindas… Mas fala sério: QUEM assiste aquele desfile sem pensar “amanhã começo uma dieta” ou “preciso fazer aquela massagem/testar aquele creme/fazer aquele exercício pra acabar com a minha celulite” ou eu, no auge dos meus 23 anos e saúde, relativa magreza, invejar essas mulheres tanto que pense que meu corpo seja “ruim”, valha menos, precise de tabalho…?

vs

A única coisa que me acalma é: ok, essas mulheres são modelos de lingerie, elas ganham dinheiro pra isso e têm tempo para se dedicar a isso e SOMENTE a esse ofício: dietas, malhação, exercícios mais diversos e o auxílio dos melhores profissionais à disposição delas. (Isso parece ter que ser um mantra por dias depois de assistir o desfile).

Na minha opinião, a marca toda não é construída para que todas nós possamos nos sentir iguais a elas. É construído para que a gente queira ser como elas, compre os produtos na esperança de ficar com 1/10 da sensualidade que essas modelos têm.

Não sei se foi a hashtag ideal de escolha, a #ImNoAngel, porque na minha opinião não é necessário usar o ‘lema’ de uma outra marca para construir o seu. Masss, achei deveras divertido.

Claro, pouquíssimas de nós merece se comparar com essas modelos magérrimas e perfeitas (com muita maquiagem, extensão de cabelo, dedicação…). Mas parece impossível não achá-las maravilhosas e sonhar em ser igual a elas. O negócio é: elas não são reais, são raras e precisam se aposentar aos 30 anos. Provavelmente sofrem muito para serem como são e, nesse caso… A melhor resposta é o bom e velho: “vamos aprender a nos amar como somos”.

Vídeo da campanha da linha CACIQUE, da Lane Bryant:

Muita gente criticou o uso da palavra ANGEL, ou o fato de elas não serem iguais às outras mulheres “restantes” da sociedade – que ficam no meio do caminho, por assim dizer. Para mim, só há uma coisa a dizer: empoderamo-nos! Um dia vamos conseguir superar nossas inseguranças e amar mais cada cantinho do nosso corpo, como ele é! E que a insatisfação nos mova de um jeito positivo! Enquanto isso, recomendo: passem alguns minutos do seu dia no site da Dove, eles têm algumas diquinhas deliciosas de como se apreciar mais, inclusive essa:

beauty

Beijos